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“A 20ª edição da Tektónica simbolizou o crescimento, a inovação e a ambição para os nossos projectos de construção”

Pelo Presidente da Fundação AIP,  Jorge Rocha de Matos:

 

 

A Fundação AIP organizou, este ano, a 20ª edição da Tektónica – Feira Internacional de Construção e Obras Públicas, num momento de confiança no sector, que nos permite pensar num futuro mais promissor, mais exigente no nosso trabalho, mas também mais receptivo ao desenvolvimento de novos conceitos de negócios, de novos materiais, de novos formatos de encontros empresariais e de novos mercados externos.

A 20ª edição da Tektónica simbolizou o crescimento, a inovação e a ambição para os nossos projectos de construção, quer em Portugal, quer no mercado externo, só possível pela grande união que existiu entre as empresas, as associações, as entidades sócio-profissionais, a Administração pública e o Governo, que em conjunto mostraram uma forte resiliência durante a crise económica.

Esta edição foi marcada pelo crescimento e pela inovação. Cresceu 20% em relação à edição de 2017, o que mostra a confiança que as empresas e os nossos parceiros depositam no nosso evento, apresentando um vasto programa de conferências, programas B2B, Hosted Buyers e, inclusive, uma aplicação para que todos os visitantes, de uma forma fácil e rápida, tivessem informação sobre as empresas expositoras e o respectivo sector.

Durante os quatro dias do evento, 30.656 visitantes encheram os pavilhões da feira, mil dos quais vindos do estrangeiro, consolidando a Tektónica como uma feira que demonstra a qualidade dos produtos e projectos nacionais, e ajuda a consolidar o crescimento da actividade da construção no País, que segundo o INE registou um aumento do investimento na construção de 9,2%, em 2017.

A Tektónica é também uma plataforma das empresas portuguesas do sector para o Mundo. A Fundação AIP, através da Tektónica, dinamiza a internacionalização das empresas nacionais, e ainda este ano organizaremos o pavilhão de Portugal na Facim/Tektónica Moçambique, na Expocamacol, em Medellín, na Colômbia, e no SIB, em Casablanca, Marrocos. São, pois, oportunidades para fazer crescer os negócios das nossas empresas, nas quais a Fundação AIP está fortemente empenhada.

Quero dirigir, igualmente, uma palavra de agradecimento às empresas expositoras na Tektónica 2018 porque são elas a razão de ser deste evento, são elas que corporizam e dinamizam o tecido económico português e o crescimento da economia, são elas que criam riqueza, inovação e geram emprego, são elas que nos dão a oportunidade de mostrar tudo aquilo que de bom se faz no sector em Portugal.

Por último, permitam-me anunciar que a 21ª edição da Tektónica realizar-se-á de 8 a 11 de Maio do próximo ano, esperando-se um contínuo e próspero desenvolvimento deste sector.

 

“O acordo feito entre a União Europeia e o Japão é o maior acordo da UE com um país terceiro”

O choque cultural é grande mas é necessário ultrapassá-lo”, disse Paulo Ramos, Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Japonesa (CCILJ), no âmbito do Workshop “Como Fazer Negócios no Japão”, organizado no dia 22 de Maio pela Fundação AIP, em colaboração com a CCILJ, patrocinado pela Euroatla e com o apoio das águas Fonte Viva e de Torres Vedras e Alenquer, capital Europeia do Vinho 2018.

Com a participação de 25 empresas portuguesas interessadas no mercado japonês, Paulo Ramos falou no acordo assinado entre o Japão e a UE, o maior realizado entre a UE e um país terceiro, algo que, na sua opinião “não tem sido suficientemente divulgado em Portugal.” O acordo entre o espaço europeu e o Japão é “bilateral e uma parceria económica. No espaço de 15 anos prevê-se a livre circulação de bens, serviços e pessoas entre a UE e o Japão.”

A Europa é o 2º maior mercado do Japão no Mundo
Paulo Ramos, Presidente da CCILJ

Sobre os produtos mais passíveis de serem exportados para o Japão, o Presidente da CCILJ enumerou sobretudo agro-alimentares, como os lacticínios, carnes e derivados de carnes e vinhos. O mercado japonês, explicou, é muito organizado e auto-regulado mas a vantagem é que o consumidor japonês reconhece a qualidade, “reconhece o produto agro-alimentar de valor acrescentado, o produto reconhecido e certificado e está sempre disposto a pagar mais por isso.” Também Ana Gonçalves, Directora de Negócio da Euroatla, reforçou esta oportunidade de exportação para o mercado japonês: “Existe um espaço muito grande para o alimentar, têxteis, calçado, etc.” Contudo, o tempo de transporte, devido à distância geográfica entre ambos os países, pode revelar-se alargado: Demora algum tempo para a mercadoria chegar ao Japão“, explicou a Diretora de Negócio da transitária e representante da COSCO Shipping em Portugal, podendo o transporte ser feito por via aérea ou marítima, esta última utilizada preferencialmente. Isto porque, segundo Ana Gonçalves, “os portos correspondem a 99% do comércio exterior do Japão“.

Este acordo é de extrema importância para o comércio entre os dois países, uma vez que as taxas alfandegárias serão reduzidas, podendo mesmo ser de 0% aquando da entrada em vigor do acordo, para o próximo ano.

Os portos correspondem a 99% do comércio exterior do Japão
Ana Gonçalves, Directora de Negócio da Euroatla

O Japão é uma sociedade marcada por valores fortes. O japonês irá fazer muitas perguntas e será dessa forma que tentará ganhar a confiança do seu interlocutor.
Ana Fernandes, Investigadora da FCSH-UNL

Mais do que barreiras geográficas entre Portugal e Japão, a componente cultural também é um choque, que pode ser encarado como uma dificuldade mas também como uma oportunidade: “Quando chegamos ao Japão, sermos ‘estrangeiros’ é uma enorme vantagem porque os japoneses sabem que nos esforçaremos por nos encaixar na cultura deles”, enalteceu Ana Fernandes, Investigadora CHAM da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa,  rematando com o factor chave da identidade portuguesa: “O ser-se português pode ser um elemento diferenciador, isto porque os japoneses aprendem na escola que os portugueses foram os primeiros a chegar ao Japão”, havendo por isso uma elevada consideração.

Ao procurar investir no Japão, a empresa deve sempre ter em consideração como agir e não agir tendo em conta a matriz cultural e social do Japão. “Negociar no Japão é apenas diferente”, refere a investigadora, aconselhando os presentes a terem atenção a certos aspectos como a maneira de falar e gesticular, a forma como se dirige a um interlocutor japonês e as questões de respeito e confiança que o povo japonês preserva muito, fruto da sua história: “Não se deve gesticular nem interromper, os japoneses ficam muito baralhados com a gesticulação, assim como devemos pedir desculpa por tudo e por nada, é um sinal de respeito.”

No Japão os negócios fazem-se de forma indirecta e evasiva. Não se deve gesticular nem interromper. O japonês fica muito baralhado com a gesticulação. Deve-se também deixar existir momentos de silêncio.
Ana Fernandes, Investigadora da FCSH-UNL
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Fundação AIP destaca a responsabilidade social associada ao Portugal Economia Social

O Portugal Economia Social “é revelador da importância que a Fundação AIP dá à responsabilidade social enquanto cidadãos e organização“.

O Presidente da Fundação AIP, Jorge Rocha de Matos, destacou a importância da terceira edição do Portugal Economia Social para o sector, na sessão de abertura do evento, onde esteve presente a Ministra da Presidência e Modernização Administrativa, Maria Manuel Marques e o Presidente do Montepio Geral – Associação Mutualista e do Grupo Montepio, António Tomás Correia.

O Portugal Economia Social é um evento único no país que reúne os players do sector da economia social, complementando a mostra de produtos e soluções técnicas com universidades, municípios, empresas e também um conjunto de conferências com temáticas de valor acrescentado para os intervenientes do sector. O Presidente da Fundação AIP destaca o programa de Conferências como sendo “um dos momentos altos do evento“, este ano abordando temas dedicados ao Financiamento e Inovação Social, Títulos de Impacto Social e os Benefícios Fiscais para Investidores Sociais, Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, Programas de Capacitação Financiados, Comunicação Acessível e o “Social Innovation Shaker Award” que premeia os melhores negócios sociais.

O desafio de que se estude a possibilidade de criação de um Fundo Público de financiamento da Economia Social e dos seus projectos, através da consignação das verbas provenientes do IRS dos Portugueses que não consignam, em sede de IRS, eles próprios, a instituição que querem apoiar.

Estas verbas, não consignadas directamente pelos portugueses, poderiam, depois dos pertinentes estudos necessários e em moldes a definir, ser importantes dinamizadores de importantes projectos da Economia Social.

A Fundação AIP tem no seu ADN e como missão a de ser “um despertador de consciências e um elemento catalisador de vontades e de mudanças estruturais sempre a favor do bem comum“, advindo desse sentido de responsabilidade social a vontade de inovar e realizar este tipo de eventos com mais novidades ano após ano, como a iniciativa “Viver a Diferença” nesta edição, onde os visitantes podem experienciar as limitações de pessoas com diversidade funcional em vários domínios como “Ver para Ouvir”, “Rodar para Andar”, “Sentir para Ver” ou “Ouvir para Ver”.

Assim sendo, o Portugal Economia Social tem o potencial para afirmar-se como o grande encontro nacional do sector e, nas palavras do Comendador Jorge Rocha de Matos “a Fundação AIP, bem como os seus parceiros, está fortemente empenhada em continuar a investir no sector da economia social, como um dos pilares da economia e também uma área importante capaz de corrigir assimetrias entre o litorial e o interior, fazendo de Portugal um país mais inclusivo e simultaneamente mais competitivo.”

Como fazer negócios no Japão

Fundação AIP continua a promover a internacionalização das empresas portuguesas

A Fundação AIP organiza no dia 22 de Maio, com início às 10h00, na Fundação AIP – Junqueira, o Workshop Como Fazer Negócios no Japão: desafios e oportunidades, com a colaboração da Câmara de Comércio Luso-Japonesa, o patrocínio da Euroatla e o apoio das Águas Fonte Viva.

O objectivo é dar a conhecer, através de oradores com experiência e conhecimento do mercado japonês, como o mesmo funciona, a sua economia e as oportunidades de negócio existentes. Permitirá igualmente o know-how do mercado, através de testemunhos reais sobre a experiência de empresas portuguesas já presentes neste país, bem como será o espaço ideal para que as empresas aumentem a sua lista de contactos e desenvolvam uma rede de networking.

Sendo a componente cultural do Japão muito diferente da nossa, conhecer os hábitos e costumes japoneses torna-se fundamental para quem deseja investir neste país insular da Ásia Oriental. Como tal, estará presente nesta sessão Ana Fernandes Pinto, Investigadora Integrada do Centro de Humanidades da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que falará sobre Sociedade e Cultura no Negócio no Japão: Princípios e Guia prático.

Organização: Colaboração:

 

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Presidente da Croácia sobre Portugal: “Vejo complementaridade e oportunidade”

No âmbito da sua primeira Visita de Estado a Portugal, Kolinda Grabar-Kitarović esteve no Centro de Congressos de Lisboa para intervir no Business Fórum Portugal-Croácia, acção da qual a Fundação AIP foi uma das organizadoras, acentuando as relações “ainda modestas” entre os dois países mas prevendo um grande potencial para o futuro.

As relações económicas entre Portugal e a Croácia rondam os 85,3 milhões de euros e o nosso país ocupa a 40ª posição de parceiro comercial estrangeiro da Croácia, números que, na opinião da Presidente são demonstrativos “da distância geográfica entre os dois países e o foco de Portugal e da Croácia serem noutros mercados, mais próximos ou que partilhem laços históricos”.

Numa sessão que reuniu empresas portuguesas e croatas para encontros B2B, Kolinda Grabar-Kitarović referiu que o desconhecimento das empresas croatas em Portugal não constituí um problema mas sim uma oportunidade: “É crucial para os nossos países que se conheçam”, assinalando ainda que a sua visita ao nosso país é também uma “expressão de determinação para a abertura de novas oportunidades de negócio”.

Após estar reunida com Marcelo Rebelo de Sousa, a Presidente da Croácia reiterou no Business Fórum que o seu principal objectivo era o de “dar a conhecer a Portugal tudo o que a Croácia tem de bom para oferecer”.

Depois de enumerar todas as características em que ambos os países competem, como a como turismo, produção agrícola, pesca, têxteis, indústria farmacêutica, e novas tecnologias, Kolinda Grabar-Kitarović fez ainda menção à “longa tradição e excelentes referências” que a Croácia tem na indústria electrónica e na construção naval.

No Business Fórum Portugal-Croácia estiveram presentes mais de 70 empresas e houve mais de uma centena de reuniões B2B, números que confirmam o sucesso desta acção e o papel cada vez mais relevante das entidades organizadoras enquanto dinamizadores da internacionalização das empresas portuguesas.

Intervenção da Presidente da República da Croácia, Kolinda Grabar-Kitarović

Encontros B2B entre empresas portuguesas e croatas

Nota de pesar sobre o falecimento do Prof. Doutor Raúl Rosado Fernandes

Pelo Presidente da Fundação AIP, Comendador Jorge Rocha de Matos:

Ao tomar conhecimento do falecimento do Prof. Doutor Raúl Rosado Fernandes, em nome do Conselho de Administração da Fundação AIP, a que presido, apresento os meus votos de grande pesar e as sentidas condolências à sua família, neste momento de profunda tristeza.

O Prof. Doutor Raúl Rosado Fernandes é, sem dúvida, um exemplo a preservar na memória de todos os Portugueses como um cidadão exemplar, erudito professor, ilustre político e líder associativo, mas sobretudo de um homem de bem, com uma personalidade firme e justa, com apego imenso às nobres causas que defendeu ao longo da sua vida, que soube granjear o apreço, a simpatia e o respeito de todos que com ele tiveram o privilégio de trabalhar e conviver, como foi o meu caso.

Foi sempre um homem profundamente independente, frontal e vertical, com um percurso profissional, associativo e político ímpar e multifacetado, que as suas funções como professor, reitor, deputado na Assembleia da República, deputado europeu e fundador da CAP – Confederação da Agricultura Portuguesa, para somente citar as mais importantes, lhe valeram o reconhecimento do País com a atribuição da Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, em 1997, e a Grã-Cruz de Mérito Agrícola, em 2001, exaltando o elevado mérito da sua grande obra de vida.

O falecimento do Prof. Doutor Raúl Rosado Fernandes significa, pois, uma enorme perda para Portugal e para os Portugueses que o preservarão na sua memória.